📅 09 abr 2026

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Desapropriação para construção da Ceasa de Guanambi avança e garante nova área às margens da BR-122

Desapropriação para construção da Ceasa de Guanambi em área às margens da BR-122.

Imagem divulgação

A Prefeitura de Guanambi publicou, na edição de 8 de abril do Diário Oficial do Município, decreto que declara de utilidade pública uma área destinada à construção da Central de Abastecimento (Ceasa). A medida representa uma nova etapa de um projeto considerado estratégico para fortalecer o abastecimento regional e reorganizar a comercialização de hortifrutigranjeiros no município.

O terreno desapropriado está localizado às margens da BR-122, nas proximidades da Pedreira Amorim, na saída para Pindaí, e pertence à empresa Moldar Patrimonial Ltda.. O imóvel possui cerca de 38 mil metros quadrados e será destinado à implantação da futura central.

Polo regional de distribuição de alimentos

De acordo com o decreto, a proposta é estruturar um polo regional de distribuição de alimentos in natura, processados e industrializados, atendendo Guanambi e municípios da região.

Entre os principais objetivos estão:

  • Fortalecimento da cadeia produtiva agroalimentar
  • Integração de pequenos e médios produtores ao mercado
  • Geração de empregos diretos e indiretos
  • Redução do desperdício de alimentos, com infraestrutura logística adequada

A expectativa é que a central contribua para organizar a comercialização, melhorar a logística e ampliar a oferta de produtos.

Recursos estaduais impulsionam a obra

A publicação do decreto ocorre poucos dias após o município ser contemplado com R$ 13.701.286,92 do Governo da Bahia para a construção da Ceasa. O convênio foi anunciado em 27 de março, durante evento em Salvador que reuniu representantes de 227 municípios baianos.

Segundo a prefeitura, a nova central deverá transformar Guanambi em polo regional de hortifrúti e ajudar a desafogar o Mercado Municipal, ampliando a capacidade de atendimento à população e aos produtores.

Mudança de área após análises técnicas

A desapropriação também representa uma mudança de planejamento. Em dezembro de 2024, a prefeitura revogou decreto que previa a utilização de outro terreno, localizado na Avenida Joaquim Chaves.

Na época, estudos técnicos apontaram a necessidade de intervenções profundas no solo, com custo superior a R$ 2 milhões, tornando o projeto inviável naquele local.

Agora, um memorial descritivo datado de 1º de abril de 2026 indica área com 38.225,75 m² e perímetro de 965,65 metros, considerada a mais adequada devido à localização, acessibilidade e compatibilidade de uso.

Impacto positivo para a população

A implantação da Ceasa está entre as ações prioritárias do Plano de Desenvolvimento Municipal. A iniciativa tem potencial para dinamizar a economia local, ampliar oportunidades para produtores e melhorar o abastecimento regional. A desapropriação do terreno consolida uma etapa essencial para que o projeto avance e se torne realidade.

Por, Clóvis Kallycoffen (DRT:7412/DF) 

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