📅 20 jun 2026

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São João milionário: Zé Cocá prega contenção, mas deixou em Jequié a festa mais cara da Bahia e hoje vê o sobrinho manter o padrão de gastos

ebate sobre gastos do São João em Jequié e investigação do MP-BA.

Zé Cocá virou voz da economia nos cachês do São João, mas foi sob a sua gestão que Jequié promoveu uma das festas juninas mais caras do estado. Em 2025, ainda como prefeito, o gasto da cidade com o evento ultrapassou R$ 15 milhões, incluindo a contratação de Wesley Safadão por R$ 1,1 milhão, valor bem acima do teto de R$ 700 mil que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) passou a recomendar. Naquele ano, Jequié ficou entre as cidades que mais gastaram com artistas em toda a Bahia.

Em entrevista neste ano, afirmou que, se as prefeituras não reduzissem os valores pagos aos artistas, o São João deixaria de ser realizado na Bahia.

“A importância é que a gente tenha uma festa que o município tenha condição de pagar. Do embalo que está, daqui a três anos, município nenhum baiano vai ter condição de fazer São João”, falou. A fala soa como autocrítica de quem ajudou a inflar os preços que agora critica.

Na prática, o padrão seguiu o mesmo em Jequié. O São João 2026, já sob a gestão de Flávio Santana (União Brasil), sobrinho e principal afilhado político de Zé Cocá, voltou a figurar entre os mais caros do estado e entrou na mira do MP-BA. A 4ª Promotoria de Justiça de Jequié instaurou procedimento administrativo para fiscalizar os gastos, como os das atrações Simone Mendes e Nattanzinho Lima.

A continuidade não é casual. Zé Cocá deixou o cargo, mas não o comando. A gestão atual segue sua orientação direta, com o sobrinho administrando a cidade pela cartilha do tio. O resultado é a contradição que define o grupo político liderado por ACM Neto: cobra-se dos outros o teto que não se respeitou em casa, nem ontem, nem hoje.

Por, Redação 

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