📅 10 out 2026

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Bahia intensifica vigilância epidemiológica e vacinação para prevenir a reintrodução do sarampo

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), intensifica as ações de vigilância epidemiológica e incentivo à vacinação contra o sarampo para prevenir a reintrodução do vírus e garantir a identificação rápida de possíveis casos suspeitos. A estratégia ganha importância diante dos registros recentes da doença em países vizinhos e da confirmação de casos importados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Na Bahia, a circulação endêmica do sarampo foi interrompida em 2020, ano em que foram confirmados os últimos sete casos da doença no estado. Desde então, a manutenção da vigilância epidemiológica e de coberturas vacinais adequadas é fundamental para preservar esse cenário e reduzir o risco de reintrodução do vírus.

Casos importados reforçam o alerta epidemiológico

Um informe epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), referente ao período de 1º de setembro a 6 de outubro de 2026, registrou 26 notificações de sarampo na região do Alto Solimões.

Desse total, dez casos foram confirmados, cinco descartados e onze permaneciam em investigação. Segundo o informe, todos os casos confirmados são importados, com local de infecção no Peru.

Na Bahia, as ações de vigilância incluem o monitoramento de notificações, a investigação de casos suspeitos, a busca ativa de pessoas com sintomas compatíveis com a doença e o acompanhamento de contatos. Quando necessário, as equipes de saúde também realizam bloqueios vacinais, conforme a avaliação epidemiológica, para reduzir o risco de transmissão.

A integração entre a vigilância epidemiológica e os serviços de assistência é essencial para identificar precocemente possíveis casos, interromper cadeias de transmissão e garantir uma resposta rápida. A atenção é especialmente importante diante da circulação internacional de pessoas e da possibilidade de o vírus chegar a regiões onde não há transmissão endêmica.

Vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo. Por isso, a população deve verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para conferir se as doses estão atualizadas, conforme a idade e o histórico vacinal.

O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal varia de acordo com a faixa etária e as doses já recebidas, seguindo as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

Manter a vacinação em dia ajuda a reduzir o risco de adoecimento e a proteger a comunidade contra a circulação do vírus. Pessoas com dúvidas sobre a situação vacinal podem procurar a unidade de saúde mais próxima para receber orientação dos profissionais.

Quais são os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias. A doença pode se espalhar rapidamente, especialmente entre pessoas que não estão vacinadas ou não possuem proteção adequada.

Entre os principais sintomas estão:

  • Febre;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Conjuntivite.

Diante desses sinais, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar os sintomas, além de relatar eventual contato com pessoas suspeitas ou confirmadas e viagens recentes para áreas com circulação do vírus.

A notificação oportuna de casos suspeitos permite que as equipes de saúde iniciem a investigação epidemiológica e adotem medidas de prevenção e controle. Pessoas com sintomas compatíveis e histórico recente de viagem ou contato com casos suspeitos devem comunicar essas informações aos profissionais durante o atendimento.

Brasil mantém certificação de eliminação da circulação endêmica

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, o reconhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pela eliminação da circulação endêmica do sarampo. Essa condição representa um avanço para a saúde pública, mas não significa que o país esteja livre de qualquer possibilidade de registro da doença.

Casos importados ainda podem ocorrer, especialmente em razão da circulação internacional de pessoas. Se o vírus chegar a uma comunidade com indivíduos suscetíveis, existe o risco de transmissão e de formação de novos surtos.

Por isso, a manutenção de altas coberturas vacinais, a vigilância ativa e a resposta rápida dos serviços de saúde são medidas fundamentais para evitar a retomada da transmissão endêmica.

Diante desse cenário, a Sesab reforça a importância da prevenção, da vacinação e da identificação precoce de possíveis casos. A participação da população, mantendo as vacinas em dia e procurando atendimento diante de sintomas suspeitos, é essencial para proteger os baianos e impedir a reintrodução do sarampo na Bahia.

Por, redação

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