O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou da Turquia a bordo de uma antiga versão do Air Force One, apesar de ter à disposição o novo Boeing 747-800 doado pelo Catar. A aeronave, que se tornou uma das grandes atrações do segundo mandato do presidente americano, não foi utilizada na viagem.
O avião escolhido por Trump é uma versão derivada de um 747-200B e está no inventário da Casa Branca há mais de três décadas. Nas redes sociais, o presidente afirmou que utilizaria o modelo antigo “em nome dos velhos tempos”.
A explicação, porém, passou a ser questionada após uma reportagem do “New York Times” revelar que o novo avião doado pelo Catar não teria condições de segurança adequadas para transportar o presidente durante o voo sobre a Turquia, especialmente diante do cenário de conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Segundo funcionários do Serviço Secreto ouvidos pelo jornal sob condição de anonimato, a aeronave não possui, entre outros equipamentos, um sistema de defesa antimísseis, presente nos modelos presidenciais utilizados tradicionalmente pela Casa Branca.
O governo Trump não confirmou as informações publicadas pelo jornal. A reação, no entanto, provocou novas controvérsias: a administração passou a tentar identificar as fontes responsáveis pelo vazamento das informações, com repórteres sendo intimados a prestar depoimento à Justiça.
A investigação teria avançado também sobre registros telefônicos de familiares dos jornalistas, em uma tentativa de descobrir a origem das informações repassadas ao “New York Times”. A iniciativa foi criticada por representar uma possível ameaça à liberdade de imprensa e à proteção das fontes jornalísticas.
Na segunda-feira (20), a Casa Branca confirmou que o novo Air Force One ficará fora de serviço por aproximadamente um mês para passar por “melhorias”.
Por, Clóvis Kallycoffen



