📅 03 set 2026

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EMS lança primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil após aval da Anvisa

A farmacêutica EMS avançou no mercado brasileiro de medicamentos para obesidade e diabetes com o lançamento da OZIVY®, caneta à base de semaglutida produzida no país. O produto recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio de 2026 e marca uma nova etapa da atuação da empresa no segmento de medicamentos análogos de GLP-1.

A semaglutida é uma substância utilizada em medicamentos destinados ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, dentro de uma classe de terapias que ganhou grande destaque nos últimos anos. A chegada de uma versão produzida nacionalmente amplia a presença da indústria farmacêutica brasileira nesse mercado.

Produção nacional

Segundo a EMS, a produção está ligada à estrutura instalada em Hortolândia, no interior de São Paulo, onde a companhia mantém uma fábrica voltada à produção de peptídeos. A unidade foi criada para desenvolver e fabricar medicamentos à base de moléculas como liraglutida e semaglutida.

A empresa afirma ter investido mais de R$ 1,2 bilhão em ciência, desenvolvimento tecnológico e infraestrutura industrial ao longo do processo de construção de sua plataforma de peptídeos. A estrutura tem capacidade inicial para produzir milhões de canetas injetáveis por ano.

A estratégia coloca a EMS em posição de destaque no mercado de medicamentos análogos de GLP-1 e representa um movimento de fortalecimento da produção nacional de terapias destinadas ao tratamento da obesidade e do diabetes.

Semaglutida não deve ser confundida com medicamento genérico

Apesar de informações divulgadas no mercado utilizarem a expressão “caneta genérica”, a própria documentação da EMS esclarece que seus produtos desenvolvidos por essa plataforma são classificados como medicamentos novos, e não como genéricos, em razão das características do processo e da tecnologia empregada.

A chegada da OZIVY ocorre em um momento de expansão da oferta de medicamentos para obesidade no país e de maior atenção da indústria farmacêutica para tratamentos baseados em análogos de GLP-1.

A novidade também reforça os investimentos realizados pela indústria brasileira em pesquisa, tecnologia e produção de medicamentos de alta complexidade, ampliando a capacidade nacional de atuar em um dos segmentos que mais crescem no setor farmacêutico.

Por, redação

 

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