📅 03 set 2026

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Salário mínimo poderá subir para R$ 1.741 em 2027, segundo projeção do governo

O salário mínimo poderá subir dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo projeção apresentada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

A previsão representa um aumento de R$ 120, equivalente a 7,4%, em relação ao valor atualmente em vigor. A nova estimativa também supera em R$ 24 a projeção de R$ 1.717 apresentada pelo governo em abril, durante o envio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Reajuste pode aumentar o poder de compra

O reajuste previsto para 2027 representa uma elevação acima da inflação projetada, o que significa ganho real para trabalhadores e beneficiários que recebem o salário mínimo, caso as estimativas utilizadas no cálculo sejam confirmadas.

Durante declaração sobre a projeção, Dario Durigan destacou que o reajuste segue a legislação brasileira e também produz efeitos sobre benefícios previdenciários e programas sociais vinculados ao piso nacional.

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou o ministro.

Valor ainda pode mudar

Apesar da projeção de R$ 1.741, o valor ainda não é definitivo. A quantia final deverá ser conhecida no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro.

O INPC é utilizado para medir a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos e integra o cálculo do reajuste do piso nacional.

A regra atualmente em vigor considera a inflação medida pelo INPC somada a um ganho real de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Dessa forma, caso a inflação efetivamente registrada seja diferente da estimada pelo governo, o valor final do salário mínimo poderá sofrer alteração.

Reajuste também impacta as contas públicas

A elevação do salário mínimo tem impacto direto sobre as despesas do governo federal, já que diversos benefícios previdenciários e assistenciais são vinculados ao piso nacional.

Entre os pagamentos afetados estão aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é calculada com base no salário mínimo.

Segundo as informações apresentadas, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao piso nacional.

Por isso, o reajuste do salário mínimo representa uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o aumento, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios e programas vinculados ao piso nacional.

A projeção de R$ 1.741 para 2027, portanto, ainda poderá ser alterada até o fim do ano, quando forem conhecidos os dados definitivos de inflação que serão utilizados no cálculo.

 

Por, Clóvis Kallycoffen (DRT:7412/DF)

 

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