Foto: Amanda Perobelli/Reuters
O Itaú Unibanco avalia ingressar no mercado de financiamento imobiliário do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ampliando a participação dos bancos privados em um programa que atualmente tem forte presença da Caixa Econômica Federal.
A possibilidade foi divulgada em agosto de 2026 e também envolve Bradesco e Santander. De acordo com informações repercutidas pelo Estadão e pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as instituições analisam inicialmente operações voltadas às famílias de maior renda dentro do programa, especialmente aquelas enquadradas no topo da Faixa 3 e na Faixa 4.
Pelas regras atuais, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda mensal bruta de até R$ 13 mil nas áreas urbanas. A Faixa 3 contempla famílias com renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600, enquanto a Faixa 4, também chamada de Classe Média, atende renda de até R$ 13 mil.
A linha financiada do programa utiliza recursos do FGTS e do Fundo Social e oferece condições de crédito com taxas inferiores às praticadas em outras modalidades do mercado. Para a Classe Média, podem ser financiados imóveis de até R$ 600 mil, conforme as regras atualmente divulgadas pelo governo federal e pela Caixa.
O interesse dos bancos privados ocorre em meio ao crescimento do mercado imobiliário ligado ao Minha Casa, Minha Vida. Segundo informações divulgadas pela Abecip, o programa já representa mais da metade das vendas de imóveis novos no país, aumentando a relevância desse segmento para as instituições financeiras.
Caso o Itaú avance na operação, os consumidores poderão encontrar mais alternativas de instituições financeiras para contratar o financiamento, embora a eventual entrada do banco não signifique necessariamente que as condições serão iguais às oferecidas pela Caixa ou por outras instituições.
Para quem pretende comprar um imóvel, especialistas recomendam analisar não apenas a taxa nominal de juros, mas também o Custo Efetivo Total (CET), valor da entrada, prazo do contrato, sistema de amortização, seguros, tarifas e demais custos envolvidos na operação.
Até o momento, a participação do Itaú é tratada como uma avaliação do banco e não como uma operação já disponibilizada de forma ampla ao público.
Por, Clóvis Kallycoffen (DRT:7412/DF)
